Escoliose lombar: deformidade afeta crianças e jovens

Você já teve a sensação de estar com um ombro mais alto que o outro? Ou já sentiu desconfortos musculares nas costas e sentiu a coluna vertebral encurvada? Esses são alguns sintomas da escoliose lombar, uma deformidade que ocorre na infância em cerca de 60% dos meninos. Nos adolescentes, o número é ainda maior nas meninas, atingindo 90% delas.

Essa doença é considerada a deformidade da coluna vertebral mais comum e atinge cerca de 3% da população em geral. O desvio em curva pode ser ou não ser acompanhado da rotação das vértebras. Ela é caracterizada por uma curvatura anormal onde a coluna “entorta” quando é vista de frente. A coluna vertebral normal, quando vista de frente é reta, já quando vista de lado apresenta curvaturas normais. A região torácica apresenta curvatura fisiológica normal para fora (cifose) e a região lombar para dentro (lordose).

Quais os sintomas da escoliose lombar?

Muitas vezes a deformidade é silenciosa e não causa dor. Mas alguns sintomas podem ser observados como quando um ombro parece estar mais alto do que o outro ou quando a pélvis está inclinada. Os principais sintomas da escoliose incluem ainda desconforto muscular, coluna vertebral encurvada e ombros ou quadris com aspecto assimétrico.

Quantos existem e quais são os tipos de escoliose?

A doença pode ser desenvolvida ao longo da vida ou por fatores congênitos, o que depende do tipo de escoliose. Existem três tipos mais comuns: a congênita, neuromuscular e idiopática. A congênita é causada pela má-formação da estrutura vertebral durante a gestação.

A escoliose neuromuscular é provocada por causa de alguma doença neuromuscular prévia e tem origem no controle diminuído dos músculos que dão suporte e estabilidade a coluna. Já a escoliose idiopática é a mais frequente e representa cerca de 85% de todos os casos, acometendo, principalmente, crianças e adolescentes.

O tratamento demanda cirurgia?

Como algumas outras doenças ortopédicas, o tratamento depende de vários fatores, como o tipo de escoliose, grau, localização da curva, idade e gravidade da doença. Pode ser que a doença precise de observação, uso de coletes para correção de deformidades já presentes ou cirurgias. O procedimento cirúrgico é geralmente indicado quando a curva atinge um grau em que as medidas não-cirúrgicas são incapazes de prevenir a progressão da deformidade.

Alguns estudos apontam que cerca de 1 em cada 6 pacientes necessitam de cirurgia. Nesses casos são utilizados parafusos pediculares de titânio durante a intervenção cirúrgica, o que permite a correção da deformidade da coluna vertebral. O mais importante é observar os sinais e buscar um médico ortopedista especialista em coluna.

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