Pandemia do coronavírus reforça importância da telemedicina
- 19 de mar. de 2020
- 2 min de leitura
Embora o avanço da tecnologia venha abrindo portas para que a medicina chegue a mais lugares há vários anos, a necessidade de restringir o contato social diante da pandemia de coronavírus está provando que a telemedicina, antes vista como algo saído da ficção, já tem lugar importante na vida real.
Em Goiás, através do suporte da ConectMed, o Centro Médico Hospitalar Ânima e o Hospital Evangélico, ambos em Anápolis, são exemplos de unidades de saúde que já adotaram o modelo de atendimento remoto.
Nas últimas entrevistas, o Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que nos próximos dias deve ser anunciado um serviço de teleatendimento e que o controle será feito por algoritmo, com uma ferramenta inovadora para que os brasileiros tenham classificação de risco à distância. Isso deve movimentar o segmento.

Mercado de telemedicina
Estimativas mostram que o segmento deve atrair de US$ 7 a 8 bilhões de investimentos nos próximos cinco anos no Brasil, onde 57 milhões de pessoas dependem da saúde suplementar e o restante depende de serviços públicos. A sinistralidade médica, ou seja, o cálculo de reajuste dos planos de saúde em função do uso coletivo, chega a 84% e a previsão é de que nem o governo nem as empresas de saúde suplementar consigam garantir atendimento sem tecnologia.
Ampliando o acesso à saúde
Douglas di Bellis, sócio da ConectMed, acredita que as vantagens do sistema que a companhia tem implantado em Goiás há oito meses vai além da redução do risco de contágio. “Os ganhos são mútuos em agilidade de atendimento para pacientes e médicos”, explica. Além de aumentar a velocidade, a ferramenta, que funciona por meio de uma combinação de equipamentos digitais, softwares, internet e especialistas qualificados, serve ainda para ampliar o acesso à saúde.
“Com a telemedicina é possível levar atendimento principalmente a regiões mais distantes, onde não existem certas especialidades. Isso permite que essas pessoas muitas vezes não precisem se deslocar até outras cidades para serem atendidas”, ressalta Douglas. Com a superação de barreiras geográficas, o modelo torna possível, por exemplo, que o profissional de saúde tenha acesso ao paciente antes mesmo de ele ir à unidade de saúde ou que um exame feito em Goiás seja interpretado por um especialista em outro estado ou país.
Para Douglas, esse avanço promete transformar especialmente a maneira como a medicina lida com casos graves e, diante da pandemia, mostra que os benefícios são inegáveis. “Em casos de urgência, a telemedicina se torna fundamental, pois é possível realizar a triagem e interagir com plantonistas clínicos para os primeiros atendimentos e coordenadas. Além disso, a tecnologia colabora com a diminuição de aglomerações em ambientes altamente contaminantes. Essa é uma tendência mundial impossível de se ignorar”, reforça.

Telemedicina e a saúde brasileira
Regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina no início de 2019, a modalidade de atendimento à distância é possível desde que haja uma primeira consulta presencial. Também é necessário que médico e paciente estejam de acordo em seguir com o atendimento on-line.
A partir de então, além do acesso a especialidades disponíveis apenas em outras regiões, torna-se possível também o arquivamento em nuvem de informações de saúde como o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) para acompanhamento médico e a redução de custos com deslocamento para o tratamento de doentes crônicos.






























Comentários